Penúltima postagem sobre minha coleção. Não sei se hoje falo sobre a gaveta com trocentos jogos pequenos ou a prateleira que falta. Deixe-me pensar…
Escolhi a gaveta para dar uma quebrada.

Essa gaveta fica na parte mais baixa da estante nova. É um bom local para colocar os jogos pequenos, pois consigo deixá-los nessa posição de fácil acesso e retirada, ao menos a maioria deles.
Vamos começar com o mais no fundo, que são justamente os mais difíceis de pegar, mas não é tanto assim. Vários dos jogos dessa gaveta eu adquiri em Essen, quando comprei trocentos jogos pequenos. PUSH não foi um desses. Jogo de Push-Your-Luck extremamente simples e direto, mas eu acho bem divertido. Apesar de ser um jogo com extremas possibilidades de sorte, eu sinto que ele recompensa relativamente bem jogadores menos vida louca. Claro que é possível exagerar no risco e colher excelentes recompensas, mas muitas vezes vai dar errado. É um dos meus jogos no estilo favorito, pode até parecer esquisito dado o meu gosto, mas é real. Acho genial todo o esquema de dividir em três colunas e passar os dados para os oponentes meio que na trollagem. Rende boas risadas.
Salada de Pontos é um que tenho faz até que um bom tempo. No início joguei bastante, hoje em dia é bem raro. Essencialmente, mantenho na coleção por ser um jogo “Coringa”. Funciona, de fato, de 2-6 jogadores e tem regras ridiculamente fáceis de explicar. Então, sempre levo nos eventos que organizo. Mesmo tendo dado aquela enjoada, quando jogo ele termino achando a partida divertida. Set Collection em sua forma mais destilada e direta.
Codex Naturalis é um desses que comprei em Essen. Jogo bem bonito, tanto a caixa em latinha, quanto as cartas com os brilhos dourados. Esse eu não joguei muito, as partidas parecem sempre similares. Então, estou cada vez menos animado para jogá-lo. Eu sinto que o jogo é melhor para dois jogadores, mas ainda assim não é o ideal. Ao jogar com apenas dois, a tendência é o jogo ficar um pouco travado dependendo das cores que estiverem saindo nas cartas. Como são poucas pessoas pegando cartas, pode acontecer de você ficar restrito a algumas cores em que você não tem interesse. E isso pode te lascar, já que no começo da partida você escolhe objetivos que são juntar cores ou ícones que podem não aparecer em quantidades razoáveis durante uma partida. Como essa postagem demorou para sair, eu já fiz um leilão com vários dos jogos pequenos e esse foi um dos que foi embora.
Quem Vai? basicamente não é um jogo, é uma “seletor” de primeiro jogador. E Schrödinger é um jogo nacional dado de brinde em um dos Diversão Offline que fui. Apesar da gratuitidade e sua caixa nitidamente peba, o jogo é bem divertido e surpreende. É uma mistura de blefe com sons. Sim, sons… Você vai sacodir a caixinha tentando adivinhar o que sobrou dentro. É parecido com um certo jogo gringo? Sim, mas não tira o mérito da ideia que é bem interessante, especialmente por inserir um tema que atualmente a maioria das pessoas do meio conhece.
Certo, antes de seguir ali do começo, vamos fazer desse aglomerado meio organizado e meio desorganizado posicionado no canto direito da gaveta. Começando de “baixo” pra “cima”. Acho que não dá pra ver direitinho, mas tem um jogo ali com o título cortado. Acho que a caixa é meio bege, sei lá. Esse jogo é incrível, se chama Belratti. Tudo bem que atualmente não jogo nem tanto quanto já joguei (37 partidas), mas ainda assim, esse jogo inspirou Pitaco e rendeu vários momentos memoráveis entre meus amigos com suas referências insanas. Se você não conhece, vale muito a pena, é um jogo cooperativo que jogam até 7 (a versão atual vai até 8) e que vai gerar debate e discussões que são sempre bacanas em Party Games.
Seguindo, temos Rubber Paper Scissors. Esse eu acho que só mantenho pelo quão ridícula é sua proposta: um jogo da velha com jokenpô. Sim, dois jogos velhos e sem graça, mas que unidos aqui fizeram perfeito sentido e serviu para montar um jogo coeso, rápido e simples. Detalhe importante, é um jogo apenas para dois e que você termina uma partida em menos de 10 minutos. Sim, esse eu peguei em Essen, um desses jogos esquisitos que a gente compra nas gringas e que nunca chegará ao Brasil.
Logo acima, mais um jogo que peguei em Essen: Pixies. Esse jogo é tudo que Castle Combo tenta ser, mas não consegue: interativo, divertido e estratégico (apesar da sorte presente). Sim, eu não gosto de Castle Combo, já tive e vendi rapidamente. Em Pixies você também forma uma grade 3×3 com 9 cartas, mas é tudo tão elegante que me deixa feliz de ter esse jogo na coleção. Triste é a caixa, que é quase que o tamanho exato das cartas e não dá pra sleevar. Se você não conhece, é um que recomendo fortemente.
Eita que agora vamos para uma sequência de jogos vindo de Essen, esse o nome é tão difícil que precisei ir no BGG pegar: Holterdiepolter, é o nome em alemão do jogo Dro Polter da Oink Games. Mais um jogo que está na coleção apenas por ser idiota e diferente. Joguei apenas duas vezes e já faz quase dois anos que esse jogo está na minha coleção. Preciso jogá-lo mais vezes, né? Basicamente é um jogo de velocidade em que você precisa manter as coisas na sua mão e usar apenas essa própria mão para soltá-las. Parece idiota, é idiota. Mas é legal.
Pouco mais acima, outro jogo da Oink Games, o famoso Scout. Mais um que joguei pouquissímo (também duas partidas), mas gostei demais do conceito. Admito que não gosto de jogos de vaza, mas jogos de escalada eu acho bem divertido. Não sei por qual motivo, acho que sinto que jogos de escala são mais sobre gerenciamento de mão do que memorizar as cartas dos outros. Sei lá. Mas é bem claro para mim a distinção e o quanto eu acho mais interessante um estilo de carteado com relação ao outro.
Ali, meio que gerando uma “divisa” entre os jogos, está o Illusion. Basicamente um Time Line melhorado só que usando cores. Talvez você estranhe um daltônico ter um jogo com cores, mas eu consigo jogá-lo relativamente de boas. Já joguei até com mainha esse aqui. Faz algum tempo que não jogo, mas sempre que jogo eu me lembro o quão boa é a ideia.
Pronto, acho que agora podemos ir nos jogos que estão meio que na vertical. Vamos começar lá do começo. Eita que bagunça essa gaveta, eu achei que tava organizado. Se você está realmente acompanhando, vai ficar indo e voltando nesse texto, o que deve ser um saco. Foi mal. Para evitar que você volte tudo de novo, vou repetir a imagem aqui:

Duas caixas de Cartógrafos. Esse é meu jogo nacional favorito, uma das caixas é a expansão dos mapas que infelizmente só joguei uma ou duas vezes. Apesar de não ser um jogo inovador, acho que Cartógrafos consegue realizar muito com pouco de um jeito que é difícil conseguir. Se não conhece, acho que vale a pena, especialmente se você gosta daqueles joguinhos com peças estilo Tetris (tal do poliominó).
Seguindo ali na terceira caixa, segundo jogo, temos o Break the Code. Jogo de dedução que gostei desde a primeira vez que joguei por ser extremamente simples, mas muito inteligente e permitir deduções matemáticas legais. É daqueles jogos de dedução que você quer eliminar todas as possibilidades para chegar na resposta, só que envolvendo apenas números. Gosto dele mais com 2 jogadores, que fica cada um tentando adivinhar o número um do outro. Com 4 jogadores é a pior configuração com certeza. Não é meu jogo de dedução favorito, mas acho sempre bacana as partidas.
Infiltraitors é mais um desses bem underground que peguei em Essen. É um jogo cooperativo meio que de dedução com inúmeos cenários, seguindo aquela lógica do The Crew. Eu não gosto tanto desse jogo, mas ele é tão relaxante e de boinhas que mantenho na coleção e vou jogando as missões de pouquinho. Vou vendê-lo eventualmente, mas não agora agora. Ou você quer comprar?
Eu gosto muito do sistema de Battle Line, então, os próximos três jogos são nesse mesmo esquema: jogo para apenas 2 jogadores disputando várias linhas e tentando ganhar a maioria. O primeiro é o Lone Wolves, que mistura esse conceito com vaza. Já falei que não gosto muito de vaza, então, esse jogo não resistiu muito tempo aqui. Sim, já foi-se. Depois vem Air Land & Sea, em duas caixas. As duas caixas que existem no caso. Gosto bastante desse jogo, mas não sei até que ponto vale ter as duas caixas, depois vou avaliar melhor se me livro de uma das duas ou fico com ambas. Ruim é a dependência de idioma, vou ver se monto uns Paste Ups.
Capital Lux é um que tenho faz um bom tempo, é da época que a Paper Games tinha vergonha na cara e não fazia só jogo naquelas caixas fuleiras e cobrando o olho da cara. Joguinho bom, viu? Várias mecânicas muito bem integradas. Infelizmente, com o tanto de jogo novo chegando e saindo da coleção, ficou cada vez mais difícil jogá-lo. Entretanto, para ele ter durado na coleção até agora, é porque gosto mesmo. Quem sabe levar mais ele pros eventos e botá-lo na mesa? Ruim é que é o tipo de jogo que a mesa precisa estar ligada para não estragar a experiência fazendo jogadas ruins.
Reclamei de vaza não faz nem muito tempo e temos aqui Rebel Princess, um jogo de vaza. Serei honesto: não acho o jogo incrível, mas é uma vaza que gosto e como é simples de explicar e comporta muita gente, decidi comprar. Assim, não podem dizer que não tenho nenhuma vaza em casa, né? Vai que o sindicato do carteado bate aqui para exigir minhas credenciais de jogador de tabuleiro moderno?
Mais um jogo da Oink Games, esse está num formato diferenciado, acredito que seja pirata. Deep Sea Adventure é um desses jogos que provavelmente eu não teria na coleção, mas como organizo eventos, acho bom ter. Rolagem de dados é algo familiar e os iniciantes gostam de ter algo não tão diferente, mas com alguma coisinha diferente (oxigênio compartilhado). Problema é que esse jogo com 4 ou mais jogadores vira quase impossível de conseguir ganhar alguma pontuação e as pessoas sempre querem jogar com a mesa cheia (5 jogadores), o que agrava ainda mais isso. Então, podem estar tendo uma péssima primeira experiência com esse jogo. Pensando nisso agora, talvez seja ruim eu ter esse jogo e levar em eventos..?
Esse próximo jogo tem uma história interessante. Peguei em Essen também, mas é um jogo que “esgotou” na pré-venda e eu fiquei pentelhando o pessoal da Editora para poder pegar caso o pessoal que reservou não aparecesse. E não foi que deu certo? Tanto sacrifício e Orapa Mine nem está mais na minha coleção. Eu gostei do conceito do jogo, mas ele é muito propenso a erros (jogador errar a resposta, pois não seguiu os raios direitinho) o que destrói toda a experiência. Digo isso, pois não aconteceu só uma vez, acho que foram 2 ou 3 vezes. Então, preferi me desfazer do jogo a ficar me frustrando. Claro que esse não é o único problema do jogo, apesar do jogo ser descrito como jogo de dedução, eu sinto que ele é mais um jogo de combinação. Isto é, você meio que tenta encontrar a posição por tentativa e erro. Meio que similar ao ArcheOlogic que devo ter comentado aqui em algum momento. Só que aqui é um pouco menos isso, por isso durou um pouco de tempo a mais na coleção.
Tasso Banana eu peguei na mesma Editora do Orapa Mine, mas esse eu ainda mantenho somente por ser um jogo de banana. Brincadeira, não é só isso, mas em partes é verdade. Eu gosto de jogos de destreza, só que eles enjoam muito fácil. Então, eu meio que já enjoei do Tasso Banana, mas mantenho ele por aqui para o momento que desenjoar
Escondidinho por ser relativamente menor a caixa, temos o incrível Wonder Bowling. Finalmente chegamos no último jogo de hoje, deixei pro final, pois esse é especial. Tudo bem, é mais um jogo de destreza e mais um comprado em Essen. Só que eu tive a oportunidade de jogá-lo antes de comprar, gostei muito e valeu muito a pena ter adquirido essa belezura. Eu acredito que esse é meu jogo favorito de destreza de todos os tempos. Sério mesmo. Ele tem mecânicas muito simples, mas que fazem total sentido e são meio que várias sacadas de mestre. É como se cada regra fosse pensada exatamente para transmitir a experiência desejada e do jeito mais simplificado possível. Eu gostaria de ter tido essa ideia, na moral. Muito boa e toda a execução é muito bem feita, os componentes são legais e não tenho nada do que reclamar da produção do jogo.
