Mês bem fraquinho esse de Maio.
31. Riftforce (2021)

Estava procurando jogos similares ao Battle Line. Não sei bem o motivo, deve ser porque eu gosto do estilo e estava em busca de variações legais. Riftforce é mais um nessa linha. Similar ao Compile, que falei no mês passado, aqui você também monta um baralho antes da partida, como se fosse um TCG. A diferença crucial desse pro Compile, é que todas as cartas do baralho meio que possuem o mesmo texto. Isto é, nada de ficar lendo várias cartas diferentes. Além disso, o jogo tem uma ideia que o distancia dos jogos estilo Battle Line, você não joga apenas uma carta por vez. Dá para jogar múltiplas vezes e a ideia é justamente essa: otimizar o tanto que você joga com sua estratégia na mesa. Gostei e quero jogar mais partidas.
32. Insuspeitos (2022)

O jogo é basicamente um Similo só que as dicas são respostas baseadas apenas na “cara” dos personagens. É meio besta? É, mas dá pra se divertir. Cuidado que tem um potencial gigante para preconceitos enraizados. Em todo caso, acho que cumpre sua proposta: jogo leve e rápido. Talvez rápido até demais.
33. Ghost Blitz (2010)

Não é jogo de tapão na mesa, mas é quase. Existem algumas peças de madeira na mesa, uma carta é revelada e você deverá pegar uma das peças o mais rápido possível. Pronto, esse é o jogo. Achei divertidinho e atende bem à proposta, imagino que crianças devem adorar. Eu senti alguma dificuldade com as cores, pois têm verde e vermelho, aí eu preciso de um tempo (muito mais longo do que o tempo de reação normal) para identificar as cores. Entretanto, ainda consegui uma pontuação boa (fiquei em segundo), pois por qualquer razão meu cérebro conseguia fazer um dos tipos de carta de uma maneira mais rápida que os demais (quando não era relacionado ao vermelho ou verde hehe).
34. Daimyo (2021)

Jogo que flopou pesado aqui no Brasil. Acho que a razão é expectativa incorreta: o jogo parece envolver conflitos e guerras, mas, na realidade, é um Euro Game de otimização. Eu, particularmente, não achei isso um problema, na realidade até gostei de ser isso. Tudo bem que o jogo tem algum aspecto meio que de Controle de Área e um Take That, mas é bem pontual e não o ponto focal do jogo. O foco do jogo é pegar os dados corretos para ativar os personagens da maneira mais otimizada possível e realizando as ações que deseja na ordem que irá mais lhe ajudar. É um puzzle até que interessante, mas senti falta de cartas mais úteis/poderosas para deixar o jogo ainda mais focado nesse aspecto. Acho que como fui sem muita expectativa, até achei o jogo legal. Não é incrível, existem vários jogos melhores similares, mas diverte. Em termos de problema, eu achei o jogo um pouco lento, as ações geram diversas repercussões e mesmo a ação no seu estágio mais cru (sem bonificações) pode demorar. Então, o downtime fica sendo um pouco elevado e fica aquele sentimento de jogo arrastado. Ah, quase esqueço: o aspecto que mais me incomodou foi a temática de futuro distópico misturado com esse negócio de samurai e ninjas. Simplesmente não faz sentido, gera uma estranheza visual ter uns ícones de pessoas com bonés no meio do tabuleiro. Totalmente desnecessário e poderia ser qualquer tema que possibilitasse controle de área e produção de recursos.
Sim, foram só quatro jogos. Parece que pelo visto esse ano não vai rolar os 100 jogos diferentes, né?
