Mais joguinhos chegando, mas se preocupe não (acho que você nem tava) que eu vou fazer um leilão.
Red Outpost (2019) Chegou e Saiu!

Comprei esse no Spa dos Jogos, mas esqueci completamente de colocar na postagem anterior. Gostei da premissa do jogo, no qual nenhum jogador é dono dos trabalhadores. Inclusive, tenho um jogo que segue essa linha e foi interessante ver as soluções empregadas aqui. Entretanto, não fiquei satisfeito com essas soluções. O jogo me pareceu fiddly e muito tático, elementos que não me agradam muito. Agora, uma coisa é certa: o jogo é bem diferentoso. Tanto que joguei com algumas regras erradas no começo, mesmo não sendo um jogo particularmente complexo.
Planeta Desconhecido (2022) Chegou!

Joguei no Spa de Jogos e gostei bastante. Foi uma excelente primeira partida com a mesa cheia de seis jogadores. Senti alguns probleminhas com o jogo, mas achei que seria uma boa ter em casa por conta da capacidade de abarcar tantos jogadores e não ser um jogo tão leve. Desde então ainda não botei em uma mesa com várias pessoas, mas consegui jogar com 2 jogadores e achei funcional.
Ready Set Bet (2022) Chegou!

Mais um que joguei no Spa de Jogos, gostei e adquiri na sequência. Sim, o Spa me rendeu alguns prejuízos. Teremos mais um jogo nessa vertente. Mais um que adquiri na perspectiva de jogar com muitas pessoas e ser um “jogo evento”. Me diverti bastante jogando, mas ainda tenho dúvidas sobre a rejogabilidade. Como não consegui ainda botar na mesa, nem sei dizer o quão problemático será isso. Afinal, já faz um tempinho que o jogo chegou. Então, a rejogabilidade parece o menor dos meus problemas agora.
Riftforce (2021) Chegou!

Percebi que realmente gosto da dinâmica de Battle Line: dois jogadores disputando áreas tentando fazer as melhores jogadas gerenciando suas mãos. Já tenho o Air Land & Sea, suas duas versões; já tive o Lone Wolves, que é basicamente a versão com vazas dessa mecânica; e agora resolvi adquirir não só Riftforce, mas o próximo jogo também por conta desse mesmo estilão de jogo.
Compile (2023) Chegou e Saiu!

Só que Compile já chegou e já foi embora. Claramente você já sabe que não gostei, mas não vou me estender muito por aqui na minha opinião sobre os jogos, vou deixar para o Desafio 100N.
The Druids of Edora (2025) Chegou!

Nem parece que estou tentando reduzir a coleção, né? Edora é mais um desses que joguei no Spa e curti muito. Ao contrário dos outros dois, prevejo Edora permanecendo um bom tempo na coleção. Esse jogo foi catapultado para meu Top 3 do Stefan Feld, junto com os outros dois que tenho na coleção: Castles of Burgundy e In the Year of the Dragon. Joguei a partida do Spa com mesa cheia e adorei o jogo. Depois, joguei com apenas 2 jogadores e me surpreendi. Na minha cabeça, eu nunca pensei que iria ficar jogando nessa contagem, mas o quebra-cabeça do jogo continua igualmente bacana. Lógico que a interação vai sofrer um impacto, mas ainda assim a porrada não foi tão grande quanto eu achei que fosse.
Codex Naturalis (2021) Saiu!

Finalmente tomei vergonha na cara e fiz um leilão. Agora vamos para os mais diversos jogos que já foram embora por causa disso. Codex Naturalis eu achei um jogo ok, só que sinto que ele não foi tão bem pensado assim para acomodar as diferentes quantidades de jogadores. Essencialmente, é melhor jogá-lo com dois jogadores, só que ao mesmo tempo é pior. Ué. Como o jogo tem uma interação baixíssima, não há razão para você jogar com muitas pessoas, isso apenas adicionaria tempo à partida. Entretanto, ao jogar com apenas dois jogadores, as cartas podem ficar meio que travadas, de modo que nenhum dos dois jogadores queira pegar o que está disponível. Um pequeno ajuste que eu faria pra corrigir era aumentar a quantidade de cartas disponíveis, provavelmente ajudaria um bocado… Nas regras originais, são apenas duas cartas. O que é pouco demais. Em todo caso, mesmo corrigindo, Codex Naturalis passa aquela vibe de Splendor: juntar ícones para baixar cartas melhores, que nunca foi tão apelativo para mim. Só mantive o jogo por mais algum tempo por gostar do quebra-cabeça espacial.
Lone Wolves (2024) Saiu!

Acabei de falar desse jogo mais acima. Basicamente é um Battle Line com Vaza. Qual meu problema com o jogo? Ué… Tá na frase anterior: vaza. Vou ser bem sincero, até agora não entendi o hype das vazas. Olhe que joguei diversas. Se brincar, atualmente, eu conheço bem uns 50 jogos de vaza. Pera, vou até contar para saber disso. Foram em torno de 35. Talvez você não ache tantos jogos, mas pegue uma mecânica que você não vê nem sentido de existir. Agora, se imagine jogando 35 jogos com essa mecânica? Poisé. Em todo caso, depois de jogar tantos jogos com vaza, eu passei a entender um pouco e vislumbrar o que pode fazer as pessoas acharem interessante. Lone Wolves é um desses jogos que acho que agradariam a 99% dos jogadores que curtem vaza. Afinal, o jogo tem excelentes ideias e algumas dinâmicas relativamente inteligentes (definição/mudança de trunfo, benefícios ao perder, timing, etc). Só não é para mim. Para mim, os jogos de vaza que gosto são: The Crew, por ser cooperativo de uma maneira que achei bem inovadora e gostoso de jogar várias partidas; e Rebel Princess, pois ganha quem perde, fora ser uma atmosfera mais descompromissada. Resumindo: nem a mecânica de Battle Line conseguiu salvar essa vaza.
Orapa Mine (2024) Saiu!

Pelo visto fiz leilão com os jogos pequenos que sobraram da minha ida à Essen. Inicialmente fiz um leilão com vários jogos, mas alguns resistiram. A maioria deles por serem pequenos o suficiente para eu não achar que era um problema manter. Entretanto, com o passar do tempo, chegou o momento desses também irem embora. É o caso de Orapa Mine. Eu estava numa vibe de jogos de dedução e achei a ideia desse bem interessante. Inclusive, tive trabalho para adquiri-lo; fiquei numa fila esperando o pessoal que encomendou na pré-venda desistir para pegar uma das poucas cópias que sobraram. A experiência foi legal, mas não legal o suficiente para manter o jogo. Orapa Mine é pouca dedução, é mais tentativa e erro e reorganização das peças. É um sentimento bem similar ao ArcheOlogic que também me desfiz recentemente.
Heckadeck (2016) Saiu!

Não sei nem se cheguei a citar esse “jogo” por aqui. Basicamente, é um baralho com várias coisas adicionadas para possibilitar jogar vários jogos diferentes com um mesmo baralho. A ideia é interessante, só que peguei para criar jogos de carteado. Criei três deles e já deu. Não é para mim. Heckadeck por si só também possui alguns jogos e regras com um manual, mas o único que joguei era horrível. Então, decidi que não valia a pena ter essa caixinha multiuso. Já tenho vários jogos que quero continuar jogando na coleção e não vi muito sentido em perder tempo explorando esse com um gênero que não costumo jogar tanto e nem vejo tanta graça assim.
Spectacular (2024) Saiu!

Esse foi mais um dos que joguei no Spa, só que foi do ano passado, e me interessei. Não sabia se comprava, pois ele ficou naquele limiar de “achei bom, mas não tanto”. Só que no meio do caminho apareceu uma promoção e resolvi dar uma chance. Spectacular não é, nem de longe, o que o nome descreve, mas também não é um jogo horrível. Me desfiz por ter ficado com o sentimento de que o jogo não tem uma identidade de público clara o suficiente. Como assim? Ele é muito cabeçudo para a maioria das pessoas, pensar no futuro, planejar e afins. Isso me agrada bastante, mas aí ao mesmo tempo, ele coloca uma seleção de peças simultâneas. Isso não funciona em conjunto com a primeira parte. Você vai querer saber qual peça o seu oponente vai escolher para definir qual irá escolher das que estão na sua frente agora. Aí tem umas regrinhas para organizar isso, mas não presta. O jogo perderá fluxo, vai ter um aumento significativo de Analysis Paralysis e a coisa toda perderá a harmonia. Em complemento, o jogo tem um sistema de pontuação muito fraco. Primeiro que multiplicar por coração pode render pontuações excessivas em mesas com muitos jogadores; vai precisar de uma marcação que pode causar um certo overhead nas pessoas (não basta gerenciar o seu, vai gerenciar outros cinco jogadores?). Segundo, aquela pontuação por animais distintos soa extremamente arbitrária e aleatória. Por causa de um singelo tile que peguei, eu ganhei 10 pontos? 15 pontos? Sei lá. O jogo tinha tudo para eu gostar dele, mas no final das contas não deu certo.
World Wonders (2023) Saiu!

Pronto, mais uma na mesma situação do Spectacular. Joguei no Spa do ano passado e fiquei pensando se valia a pena comprar. Apareceu uma promoção. Peguei. Eu tive vários sentimentos conflitantes com esse jogo. A pontuação das maravilhas me pareceu estranha, mas entendi (ou acho que entendi) suas razões. Só que o que mais me incomodava com o jogo não era nem isso. Era a aleatoriedade das maravilhas em si. Às vezes você trabalha e trabalha pra conseguir fazer uma; às vezes elas aparecem encaixando perfeitamente. Essa aleatoriedade me incomoda profundamente. Outro fator que pesou muito para vender o jogo foi a possibilidade de Analysis Paralysis. Como o jogo tem diversos aspectos táticos, o jogador é incentivado a pensar apenas quando chega sua vez, fazendo o jogo travar demais. Especialmente considerando que são dez rodadas com múltiplas ações. O sentimento pode ser de jogo travado e lento, sendo especialmente frustrante se você fez apenas duas ações e está esperando os mais lentos da mesa jogarem cinco ações. No final do dia, World Wonders é um jogo de poliominó muito estranho pro gênero por conta, justamente, das maravilhas.
Insuspeitos (2025) Chegou!

Adquiri esse meio que do nada, pois comporta várias pessoas e achei a ideia divertida. Apesar da possibilidade de dar umas tretas grandes nos dias de hoje, é um jogo cooperativo sobre julgar os outros pelas aparências.
Finalmente algumas reduções na coleção. Atualmente estou com 75 jogos e, sinceramente, não vejo caindo muito além disso. Acho que 70 ainda é factível.

15 de maio de 2026
Se quiser se desfazer do Red Outpost, me considere um candidato a compra.
15 de maio de 2026
Chegou e Saiu já… Triste fim.