Agora que a coisa engrenou, quantos jogos será que joguei no mês mais longo do ano? Uma dica: fui na abertura da Deli da Persi.
71. Paranormal Detectives (2019)

Achei esse jogo a versão em jogo de tabuleiro de Black Stories. A partida foi divertida e achei algumas das maneiras de dar dicas interessantes. O jogo tem lá seus problemas, acho que o maior deles é a incerteza quanto a resposta. É para dizer exatamente igual ou um sinônimo já serviria? Até que ponto esse limiar é válido? Em partidas cooperativas, isso é o de menos, mas em partidas competitivas pode se tornar um problema. Gostaria de jogar novamente, pois acredito que a versão cooperativa deve ser o melhor jeito de jogar (joguei competitivamente).
72. Exploding Kittens: Board Game (2025)

Esse jogo conseguiu um feito incrível: ser pior do que sua versão em cartas. Como é possível isso? Tem menos decisões do que a versão de cartas e é muito mais aleatório. É quase como se fosse uma montanha-russa (zero controle, só seguir o rumo oferecido), só que sem graça.
73. Nekojima (2023)

Jogo de destreza meio entediante e sem graça. As mecânicas não são interessantes o suficiente e a parte de destreza também não é tão funcional. Mesmo a parte tátil não é tão bacana assim, você não “sente” bem as peças. Em suma, o jogo é simplesmente bonito e olhe lá. Existe versão cooperativa e competitiva e nenhuma das duas prestam, além de serem muito similares. Muito similares mesmo, a ponto do jogo perder até um pouco o sentido de ter essas versões.
74. Micélio (2024)

Joguei uma vez com várias regras incorretas, o que me fez achar que o jogo era completamente quebrado. Estranhando, fui atrás e aprendi as regras corretas para jogá-lo novamente. Obviamente, descobri que o jogo não é nada quebrado e completamente funcional. Algumas coisas ainda me incomodaram: achei a ação de pagar dois insetos e mover o oponente para onde quiser um Take That muito severo e chato; espalhas seus esporões com o dado aleatoriamente é um foco muito grande na sorte e pode gerar resultados muito desbalanceados, ao ponto de uma rolagem ruim ser uma ação perdida e uma rolagem boa lhe garantir pontos para a vitória; espaços coringa (qualquer cor) são extremamente poderosos, o jogo é quase que guiado pelo domínio deles. Em todo caso, achei o design do jogo diferente e interessante. Não jogaria novamente, pois não é meu estilo de jogo, mas consigo ver o valor dele.
75. Sigilo (2022)

Eu comprei esse jogo séculos atrás e estava aqui lacrado, aguardando algum momento em que eu tivesse coragem de colocá-lo na mesa. Devo dizer que fui surpreendido positivamente. É basicamente Taboo personalizável, o que é uma excelente ideia. Copiada? Claro, tem outros jogos assim, mas ainda assim, achei bem funcional e tem até umas sacadas boas.
76. Salunatics (2025)

Esse jogo parece o filho de Coup com Spicy, dois jogos de cartas completamente fora do meu gosto e com vários problemas inerentes à essência do jogo. Sendo assim, Salunartics herda vários dos problemas. Inclusive cria novos problemas, como o de ser completamente refém da sua mão. Tudo bem que você pode mudar cartas, mas apenas se você tiver a carta correta na mão ou contestar a carta correta (mas você não sabe o que as pessoas possuem). Coup não tem esse problema, pois você pode ser qualquer personagem. Aqui não, você tem que ser o que jogou. A parte de blefe do jogo é extremamente esquisita, é basicamente jogar uma carta e falar uma frase. Você pode ter jogado a carta certa ou não, mas é meramente chutes aleatórios. Lógico que você poderia contar as cartas, rastrear as jogadas prévias dos seus oponentes, mas me pareceu muito trabalho para um jogo tão simples, além de eu não ver a melhor graça nisso. Esconder o dinheiro junto com as cartas pareceu uma ideia interessante, mas como você está constantemente mostrando seu dinheiro, perde um pouco o propósito.
77. Solver (2025)

Eu gosto de jogos de indução, é um tipo de raciocínio que acho divertido. Entretanto, aqui, o jogador é essencialmente um não-jogador e isso, para mim, é lazy design dos grandes. Uma pena, pois até achei bacana a ideia.
78. The Yellow House (2024)

Joguinho esquisito, é meio que uma mistura de vaza com escalada e esvaziar mão (shedding) só que apenas para dois jogadores. Foi desafiador e intrigante pensar em como montar estratégias nesse escopo. Entretanto, minha conclusão final é que é um jogo de contar cartas. Afinal, não tem como montar estratégias mais certeiras usando apenas as informações que você tem na mão. Você precisa pensar no que o jogador pode ter e no que ele já jogou para traçar mudanças de rota e ajustar suas jogadas. Isso está longe de ser algo que desejo em um jogo. Eu gostei da partida, mas não fiquei tão interessado em jogar novamente. Senti também que o jogo demora muito mais do que deveria, sendo repetitivo mesmo jogando apenas uma partida.
79. Sentient (2017)

Decepção grande esse aqui. Era um jogo que estava na minha Wishlist fazia um tempo e comprei por causa disso. Devo culpar o Roberto do passado? Provavelmente… Parece que o jogo tá perdido no que é: é um jogo quebra-cabeça mas cheio de aleatoriedade e caos? Não ornou direito isso aí. Joguei mais algumas vezes e meu veredito é que é sorte demais para um jogo que é tão matemático, sequer faz sentido jogá-lo tendo tantos outros jogos novos que são quebra-cabeças, mas sem tanta sorte envolvida.
80. Hutan (2025)

Falando em jogos de quebra-cabeça, temos aqui um mais recente e que é bem melhor que o anterior. Entretanto, apesar disso, ainda acho que esse jogo tem um fator sorte que pode pesar, mas é apenas mais para o final da partida, quando você está esperando cartas muito específicas para conseguir fechar as regiões e não destruir sua pontuação. Ordem de jogo é muito importante, tão importante ao ponto de eu achar que a ação de pegar o primeiro jogador é overpower. Ser o último em uma partida com 4 jogadores é um sofrimento, pois vai demorar algumas rodadas até você conseguir se tornar o primeiro jogador. Ainda assim, achei o jogo bem satisfatório e quero jogar mais partidas.
81. Spectral (2024)

Joguei apenas uma partida, quero testar outras, mas o sentimento que tive é que o jogo é bem inteligente em suas mecânicas, mas na partida não entrega tudo. Ao menos não tudo o que eu esperava: um jogo de dedução com controle de área. A dedução é mínima e até mesmo boba, portanto, o foco central do jogo é o controle de área, que não é nem tão interessante assim. Em suma, o jogo tentou fazer coisas demais, mas não fez o básico. Quero jogar mais partidas, mas não estou muito esperançoso de gostar.
82. Kokeshi (2024)

Manual horrível, especialmente as regras solo, pelo menos o design gráfico é bom o suficiente para compensar algumas falhas (gritantes) do manual. Joguei algumas partidas, a minha primeira não foi tão boa, mas a segunda eu consegui perceber que o jogo tem decisões que podem ser bacanas sim. Não são tantas, mas elas existem. Digo isso, pois minha primeira impressão era que o jogo é muito no “automático”. Acredito que 2 jogadores é uma péssima configuração, mas com 3 o jogo já melhora um bocadinho. Minha maior crítica é que as peças com dupla ativação são, sem nenhuma dúvida sequer, muito mais poderosas do que as peças que você ativa apenas uma coisa. Quero jogar novamente, pois o jogo me deixou curioso sobre suas possibilidades. O que é algo positivo.
83. Tapple (2012)

Joguinho festivo bem ok. Achei a seleção de tópicos sem fraca para o estilo de jogo, nem todas elas funcionam bem. Não jogaria novamente.
84. Dorfromantik: The Duel (2023)

Quem diz que procurar pelas peças corretas não é um problema está completamente enganado. É chato, entediante e deu até dor de cabeça na minha parceira. O jogo também não ajuda muito ao proporcionar uma grande porção de tédio.
85. Rainbow (2024)

Eu estava bem interessado nesse, talvez me enganei achando que a mecânica era inteligente e diferenciada para fazer o jogo brilhar. Ledo engano, jogo é extremamente caótico e dependente da sua mão, da mão dos outros e de como os outros jogam suas mãos. Não gostei não.
Se ainda restavam dúvidas, acho que foram sanadas com esse mês. Pois é, provavelmente vou conseguir cumprir o Desafio 100N esse ano novamente. E eu achando que ia me dar férias.
