Desafio 100N (2026) Julho

Fui pro Diversão Offline novamente esse ano. Será que rendeu jogatinas?

45. Rio 1808 (2023)

Antigamente eu gostava bastante de euro com alocação de dados, mas a mecânica Worker Placement de modo geral já deu uma saturada, né? Aqui o jogo parte para a ideia diferente de que os trabalhadores são dados mas você não rola, eles evoluem no decorrer da partida. É uma ideia já usada antes e que não me agradou e, novamente, não agradou aqui. Se tem dado, é pra rolar, ué… Em todo caso, meu problema com o jogo não é esse, são outros. O jogo parece ter fluxo forçado pelas restrições das regras. Isso até que poderia ser bom, como In The Year of the Dragon, mas eu não gostei de como foi feito aqui. Colocar apenas um trabalhador seu por espaço? Não é legal, restringe as estratégias e transforma os turnos em repetecos constantes. Tudo bem que essa ideia dá mais utilidade para o valor 6, que permite repetir, mas essa dinâmica não pareceu valer a pena em comparação com todo o tédio gerado em não poder alocar dados em locais repetidos até ter algum 6. Não existe bloqueio no jogo, os jogadores podem alocar onde outros já alocaram. Isso remove a interação natural da mecânica. Lógico, dá pra pegar coisas que o jogador queria indo antes que ele, mas, sinceramente, isso não é interação suficiente. O jogo parece um multiplayer solitaire por conta disso, por mais que as ações dos outros impactem na sua, parece um impacto meio de coincidência. Pontuação rende dinheiro toda rodada? Pareceu uma mecânica capaz de estragar o jogo com runaway leader. O jogo até tenta balancear um pouco, pois conseguir pontos cedo pode dificultar sua “engine” de rodar, mas nem tanto. Eu consegui ganhar pontos cedo e isso me ajudou demais no decorrer da partida. Recursos chegam apenas um turno depois de adquiridos? Na teoria parece uma excelente ideia para planejamento, mas na prática é só mais uma restrição que força você a realizar turnos similares a cada rodada. No final das contas, não gostei do jogo, não gostei da partida e não tenho vontade de repetir.


46. Saltfjord (2024)

Eu joguei meia partida do Santa Maria em um dos Spa de Jogos e gostei. Só que nunca mais tive a oportunidade de jogá-lo. Aí surgiu o Saltfjord como uma reimplementação com uma temática menos polêmica e com arte mais rebuscada. Eu gosto do puzzle de pegar dados e ir ativando todas as ações nas linhas/colunas do seu tabuleiro pessoal. Só que eu tive a impressão das partidas serem similares: você coleta o máximo de peças possível para encher seu tabuleiro e ativa o máximo de ações possível. É um jogo de muita otimização e pouco flavour. Tudo dá ponto, resta escolher o que dá mais pontos para a sua estratégia em específica. Fiquei com a impressão que existem elementos desbalanceados (habilidades e objetivos) mas não dá para saber realmente. Em todo caso, ocorreu algo estranho aqui: eu odiei o design gráfico e a arte. Não sei nem explicar a razão, talvez seja tudo escuro demais? Isso raramente tem um impacto pra mim, mas por qualquer razão aqui pesou. Então, apesar de ter até gostado da minha segunda partida (primeira nem tanto), eu ainda não sei se vou manter o jogo na coleção por conta dessa possibilidade de baixa rejogabilidade e visual que não agrada.


47. Petisco (2026)

Começando agora com os jogos do DOFF. Esse foi o único jogo que joguei na sexta-feira, deveria ter aproveitado mais, pois estava vazio vazio… Petisco é uma reimplementação do Hello Kitty & Amigos: Um Dia Para Relaxar, que é uma reimplementação de King Me! (jogo bem antigo de 2003). A melhor parte do jogo é a herdada pelo King Me: estrategicamente subir personagens para serem coroados, deixar os demais jogadores matarem e manter os seus vivos para, em um momento oportuno, coroar algum dos seus. Todo o resto é perfumaria inserida em designs um pouco mais inflados. Petisco é uma temática muito melhor que Hello Kitty; existe um quê de humor ácido e também piadas de quinta série, que é um misto com o qual me identifico e acho que outras pessoas também vão, e é justamente aqui que está a genialidade do produto. Gostei da proposta e acho que vale a pena conhecer. Se eu fosse mexer no jogo, daria uma enxugada nele para focar mais nas partes divertidas.


48. Te Toka Tiki Tiki (2025)

Jogo extremamente simples, provavelmente legal para crianças ou para jogar bebado. Não sou criança e nem bebo. Então, o jogo tem graça por uns cinco segundos e depois você quer só encerrar a partida.


49. Arrisco e Rabisco (2024)

Ano passado a Grok começou, pelo visto, uma tradição de jogos gigantes no DOFF. Em 2025 tive a honra de ser Pitaco e nesse ano foi o Arrisco e Rabisco. Esse jogo foi lançado lá fora em 2024 com o nome de Krakel Orakel, tendo sido indicado ao Spiel de Jahres de 2025! Digaí, você nem imaginaria isso, não é mesmo? A Grok mudou a arte da capa, que agora conta com o trabalho do Chris Borges. Ficou muito melhor. Pois bem, do que se trata o jogo, né? Temos aqui um jogo cooperativo de desenhar, só que você precisa seguir as linhas indicadas pelo tabuleiro, gerando uns desenhos mais toscos. O que é bem divertido. Depois do desenho, cada jogador irá eliminar cartas com palavras que não correspondem às dos jogadores, numa pegada meio Belratti só que sem ninguém pitacando sua jogada. Joguei uma rodada na versão gigante, me diverti e trouxe o jogo para casa. Quando joguei em casa, percebi que o jogo é um pouco fácil demais. O motivo é que as cartas falsas que entram raramente trarão similaridades com as da mesa. Vou testar mais vezes com a dificuldade máxima, mas até que gostei do jogo.


50. Hércules (2026)

Até agora eu não tinha jogado nenhum jogo da Ludoteca Disney, acho que não é muito meu perfil. Entretanto, surgiu a oportunidade de jogar Hércules e, realmente, confirmei que não é meu estilo. Engraçado que Hércules é um jogo de vaza com apostas, que é justamente o estilo de vaza que acho interessante, mas achei toda a dinâmica das cartas terem dois naipes opostos e complementares esquisita. O sentimento que fica é de um jogo caótico e muito no controle do jogador final. Não gostei.


51. El Burro (2024)

Eu gosto bastante do La Granja, mas vendi minha cópia por ser em inglês. Então, quando vi El Burro me interessei bastante em conhecer. Infelizmente, joguei apenas uma rodada. O que não dá pra necessariamente sentir todo o jogo, mas resolvi escrever sobre ele mesmo assim, vai que ajuda alguém a decidir uma compra ou desistir de uma compra.

Primeiro, gostaria de ressaltar que uma das maiores qualidades do La Granja é a possibilidade de você realizar combos satisfatórios e disputar com os demais jogadores o centro da mesa. Timing é crucial e quais contratos cumprir têm impacto real e notório na pontuação. Algumas pessoas podem achar frustrante a interação do jogo, pois é hostil e de remoção. Eu acho algo bom e que deixa você atento ao que os demais jogadores estão fazendo.

El Burro segue por uma linha diferente. Os contratos simplesmente dão pontos e avançam seu burro em uma trilha. Não há interação nesse processo. A interação do jogo existe nas entregas de bodes, que permitem você entregar por outros jogadores. Sim, você pode realizar entregas pelos outros e ganhar pontos com isso. Eu, sinceramente, não gostei dessa interação. Você planeja tudo para atender ao seu contrato e alguém vai lá e faz por você, tirando toda a satisfação de cumprir suas coisas. Pareceu uma tentativa de gerar interação artificial, pois se você quiser ganhar ponto, precisa ajudar um jogador que ninguém ajudou na rodada. Então, caso surja a oportunidade, a tendência é que todos da mesa se ajudem. Não gostei desse aspecto. Outro ponto é que o jogo me pareceu mais inflado. Existem mais mecânicas e mais coisas presentes no jogo que não parecem adicionar camadas de decisões. Sendo assim, apesar de La Granja não ser o que eu chamaria de jogo elegante de maneira geral, é mais elegante e melhor resolvido do que esse aqui. Agora, o que esse jogo tem de bom? É mais fácil conseguir as coisas. Então, para quem prefere jogos mais tranquilos e que você se sente capaz, El Burro lhe dá a sensação de você ser mais inteligente do que em La Granja. O que não condiz com o nome, né?

Eu provavelmente não vou comprar El Burro, mas tenho interesse em jogar uma partida completa para sentir melhor o jogo, mas a impressão que tenho é que pegaram algo bom e pioraram um pouco na tentativa de modernizar.


52. Viva Catrina (2025)

Esse jogo é para 2-6 jogadores, mas dei o azar de jogar com a mesa cheia. Assim, não é um problemão, pois o jogo é rápido mesmo com essa quantidade de jogadores, mas se torna muito mais caótico e “implanejável”. Além disso, o jogo tem algumas corridas por peças específicas e você, sendo o último jogador, irá pegar menos peças que os demais jogadores no começo da partida, o que irá lhe atrasar nessas corridas. Achei, simplesmente, sem sentido o jogo ser assim. Por fim, o jogo é meramente uma salada de pontos sem nenhum aspecto diferente de qualquer outro tile placement. Sem alma, apesar do jogo ser exatamente sobre isso.


53. Hula-Hoo! (2021)

Esse é um jogo esquisito de conseguir jogar até ser eliminado por não conseguir mais jogar. No seu turno, você joga uma carta e solicita que o outro jogador jogue algo maior ou menor. Se ele não conseguir, será eliminado. Achei bobo. Lógico que tem algumas possibilidades de jogadas, mas não o suficiente para tornar o jogo engajante ou divertido para mim.


54. Hellapagos (2017)

Esse jogo é, claramente, extremamente dependente da mesa. Sendo assim, eu vejo a possibilidade de partidas horríveis. Eu dei sorte. Pegamos uma mesa no Diversão Offline diversa e com pessoas interessadas em interagir com o jogo e com os demais jogadores. Em suma, o jogo foi divertido por causa da mesa e valeu a pena ter conhecido e jogado. Entretanto, como jogo, Hellapagos falha miseravelmente. Primeiro que não enxergo como rejogável, especialmente se for a mesma mesa. As experiências serão similares, pois o jogo não dá margem para montar muitas estratégias ou variar no que será realizado pelos jogadores. Dentro da própria partida eu me senti repetindo etapas, sendo guiado pelos eventos que eram apresentados para nós. Itens completamente desbalanceados, tem inclusive um item que não tem nenhuma utilidade. Engraçadinho? Sim, mas completamente sem sentido do ponto de vista de jogabilidade. A mecânica de votação é muito ruim, já que é meramente votar para eliminar algum jogador. Não há manipulação de votos, apenas negociação nua e crua. Só que o jogo não propicia ferramentas para isso. Termina que você elimina as pessoas por motivos bobos e não é possível controlar isso com boas jogadas.


55. Seven Seals: Cthulhu (2024)

Mais um jogo de vaza. O diferencial agora é um sistema estranho de controle de área. Não gostei.


56. Blabel (2021)

Esse jogo foi o que saiu no DOFF com o nome Bla Bla Bel pela Grok, sendo que agora está com a arte do Chris Borges. Eu estava bem curioso para jogar esse aqui, fiquei paquerando todos os dias, mas só consegui entrar numa mesa no domingo.

A experiência é bem diferente e divertida, só não tenho certeza sobre rejogabilidade, pois existem maneiras de bolar estratégias que otimizem a memorização e comunicação que você ainda não sabe numa primeira partida. O que fará com que um jogador experiente se sinta muito frustrado ao jogar com iniciantes. Assim que joguei a minha primeira (e por enquanto única) partida, eu tive sentimentos conflitantes com esse jogo. Eu achei genial a maneira como ele lida com o alpha player. Você só pode se comunicar na língua do jogo, isso evita completamente qualquer comunicação além disso. Deste modo, o jogo fica confinado ao próprio jogo e é impossível dar instruções exatas e específicas para alguém por conta da limitação da própria língua e do próprio conhecimento dos jogadores sobre a língua como um todo. É interessantíssimo. Além disso, todo jogador deverá construir pelo menos uma vez na partida, o que faz com que exista um protagonismo de todo mundo da mesa. Não tem como você levar o jogo nas costas. É realmente um jogo cooperativo. Só que aí com isso, também vem um problema meio embutido. É necessário que todos os jogadores estejam igualmente envolvidos na partida. Não tem como só “sentar e relaxar”, você vai precisar deduzir e pensar em como funciona essa língua confusa. Se você não participar das discussões e/ou prestar extrema atenção, você não irá entender e vai colaborar negativamente para o todo funcionar. Então, o jogo funciona tão bem em cooperação que dá a volta e gera outros problemas. Para fechar, eu achei o jogo muito pesado para a proposta, isto é, um jogo festivo que vai até 9 jogadores. Resumindo, jogaria novamente para ver como o jogo funciona além da primeira partida.


57. Bohemians (2025)

Jogo que tenta ser narrativo, mas não consegue nem ser um bom jogo e nem ser uma boa narrativa. Temos aqui um deck-building que não funciona bem, uma vantagem gigante pro primeiro jogador, um quebra-cabeça que é extremamente desinteressante a ponto de ser bobo, muita sorte na disposição das cartas do mercado de compras. Não gostei mesmo desse jogo: muitas falhas para um jogo sendo lançado em 2025 e por uma editora consolidada. Dá até uma vergonha.


58. Horta (2023)

Jogo focado no mercado infantil ou talvez para os pais jogarem com os filhos. Sendo assim, tem poucas decisões e essa pouca decisão que tem não é interessante para adultos se divertirem.


59. Ratjack (2024)

Vinte e um (blackjack) misturado com a mecânica de Take That. É uma combinação que achei que até funcionou, mas basicamente é um jogo com muita sorte envolvida e pouca estratégia e planejamento. Não achei desagradável, jogaria novamente para avaliar melhor.


60. Tetra Dama (1990)

Esse jogo foi criado por Florano Marcondes em 1990 e quase não achei foto para colocar aqui. Basicamente, é um jogo abstrato no qual cada jogador tem uma linha de pilhas em quatro níveis (peças circulares que vão diminuindo, tipo uma pirâmide). No seu turno, você tem três pontos de ação para usar. Mover uma peça gasta pontos de ação igual à quantidade de peças da sua cor naquela pilha. Isto é, você pode simplesmente mover a peça mais alta da pilha gastando um ponto de ação e movê-la três vezes. É um jogo meio ruim de visualizar e explicar sem as peças, mas achei um abstrato ok. Joguei apenas uma partida. Senti que a partida pode demorar demais para alguém alcançar o objetivo, que é colocar uma pilha inteira sua do lado do oponente. Talvez eu até jogasse novamente, já que achei a ideia da pilha interessante, mas o fato de demorar demais não me empolgou tanto.


61. Fatos Inúteis (2025)

Pronto, fechei o DOFF com esse joguinho de trivia completamente cópia descarada do Timeline só que com uma temática diferente. Completamente passável.


62. Snow Climbing (2026)

Encerrado o DOFF, cheguei em casa com uma reca de joguinhos novos para conhecer. O que eu mais tava curioso era o Snow Climbing, por ser um jogo de escalada cooperativo. A premissa me interessou muito, pois eu curti demais o The Crew (vaza cooperativa) e também gostei do The Gang (poker cooperativo). E minha curiosidade bateu no lugar certo, pois o jogo é bom. O mais legal é que ele funciona bem independentemente da quantidade de jogadores (2-4), coisa que não posso dizer sobre os outros dois que acabei de citar. Então, é um ponto bem positivo conseguir jogar um jogo nesse estilo com apenas 2 jogadores.

Basicamente, seu objetivo é meio que alinhar com os demais jogadores da mesa o momento em que você “bate”, isto é, esvazia suas cartas da mão. Só que isso é muito difícil. Então, você está tentando diminuir o dano. Todos os jogadores, então, tentam juntar pares de cartas de mesmo naipe no momento em que a rodada se encerra. Tudo o que não for par, vai para a área de avalanche, o que é ruim. Além disso, você pode jogar cartas de mesmo naipe uma após a outra para “zerar” a contagem. Afinal, diferente de outros jogos de escalada, você quer manter a escalada acontecendo. Várias ideias interessantes no jogo e a cereja do bolo é que é nacional. Parabéns ao Morroni e Toschi pelo jogo. E sim, depois de tantos jogos sem dar um selo, toma aí!


63. Bus (1999)

Clássico da famosa Splotter Spellen. Bus é um jogo de alocação de trabalhadores que você tem uma quantidade determinada para usar no jogo inteiro. Isso por si só já é interessante, você tem um gerenciamento de recursos em cima dos trabalhadores. Curti isso. Tem também a parte de formar as rotas e atender às demandas, mais ou menos como um Pickup and Delivery. Essa parte já não achei tão interessante, tem muito espaço para o caos acontecer. É bem difícil prever as coisas e a visibilidade do tabuleiro dificulta também perceber o que está acontecendo. No final das contas, gostei do jogo, mas ainda tenho dúvidas sobre o quanto eu gostei. Preciso jogar novamente.


64. Conselho (2025)

Conseguiram deixar drafting de dados entediante. Aqui, toda rodada você rola número de jogadores + 1 dados e faz um drafting. Ao pegar um dado você colocar uma pecinha naquele espaço do tabuleiro e pode cumprir objetivos. Às vezes você passa 3 turnos só fazendo isso e mais nada. O que é bem sacal e repetitivo. A melhor parte do jogo são as habilidades de personagens, mas como você pega poucos personagens durante o jogo, raramente você usa elas. Ninguém pediu, mas minha sugestão pro jogo seria: ao escolher um dado você bota um cristal no lugar e ativa a carta (habilidade) do local. Aí sim, o jogo seria muito mais legal, tanto por ter mais coisas acontecendo, como por aumentar a variedade e diminuir a repetição das coisas, além de dar escolhas interessantes na seleção do dado, já que envolveria mais elementos além de apenas o controle dos personagens. Não recomendo.


65. Drag Slay (2026)

Joguinho em tempo real que achei divertido, mas acho que fui o único. O problema de jogos em tempo real é esse, a maioria das pessoas não curte. Achei Drag Slay muito simples e provavelmente enjoaria depois de jogar umas cinco partidas, mas acho que a maioria das pessoas mal aguenta a primeira partida. Jogamos a variante em turnos para ver se agrada, mas, sinceramente, aqui a sorte reina. Se você curte o tema e gosta de jogos em tempo real, vale a pena conhecer. Se não, melhor não. Em todo caso, achei tanto a arte como a produção muito boas.


66. Alcatraz (2025)


67. Nimbo! (1999)

Nimbo é um jogo de memória e “blefe” para toda a família. Botei o blefe entre aspas, pois não me senti blefando. Deixe-me explicar… Durante o jogo, você vai colocando cartas de valores entre 0 e 5 na mesa e dizendo (baseado na memória), se a nova carta está subindo, descendo, mantendo ou purietando (0 pra 5 ou 5 pra 0). Até aí tudo bem, só que você ganha pontos caso diga a resposta incorreta e ninguém duvide. Entretanto, de modo geral, as pessoas esquecem. Então, depois de um certo ponto, o jogo vira uma sequência de surpresas e chutes. Apesar disso, achei que o jogo diverte uma jogatina completamente descompromissada.


68. Fairy Tile (1999)

Jogo bem bonitinho e com temática interessante, mas completamente desbalanceado. Basicamente, no início da partida, os objetivos do jogo são distribuídos aleatoriamente entre os jogadores. Existem, claramente, objetivos mais fáceis que outros. Tendo em vista que a distribuição é aleatória, algum jogador pode ficar com vários objetivos difíceis ou vários fáceis, deixando a partida meio que já “definida” desde o começo. Tem um outro problema grave no jogo: se um objetivo se tornar impossível, o jogador é simplesmente eliminado. Não sei até que ponto isso é realmente um problema ou algo interessante para ser usado, mas me pareceu um problemão. Ainda mais que vi isso quase acontecer na partida que joguei e me pareceu que poderia ter eliminado todos os jogadores da mesa.


69. Finca (1999)

Oh droga, mais um jogo de rondel. Não gosto desses jogos estilo Roda a Roda Jequiti, pois sinto a repetição constante e me dá uma canseira isso. Em todo caso, Finca conseguiu uma grande proeza: misturar rondel com informação perfeita. Sabe qual o resultado disso? Analysis Paralysis constante. Tanto que o jogo roda até 5 jogadores, mas segundo o BGG a melhor configuração é com dois jogadores, pois mais do que isso o jogo fica sem identidade: é um jogo com informação perfeita caótico, o que não faz o menor sentido. Desde a explicação, eu já estava sem gostar da ideia. Quando jogamos alguns turnos, já vi que não era para mim mesmo. Ruim demais. A melhor parte do jogo é uma que também só funciona com 2 jogadores: quando um recurso é esgotado, todos os jogadores devolvem o que tiver. É mais um aspecto para calcular e ficar ligado? Sim, mas pelo menos gera uma interação bacana e você precisa estar atento para não levar uma rasteira.


70. Mala & Cuia (1999)

Eu estava bem curioso com Mala & Cuia. Eu gosto bastante de Belratti (já falei dele aqui e aqui) e deu para perceber que o jogo foi claramente inspirado nele. Então, estava na expectativa até mesmo de manter o Mala & Cuia e me desfazer do Belratti. Mala & Cuia tem dois modos de jogo, um competitivo e outro cooperativo. Já digo logo que o competitivo não é legal. O sistema de pontuação é basicamente ganhar ponto junto com outros jogadores (escolher os mesmos objetos), o que deixa a pontuação artificialmente próxima e, se em alguma rodada você se afastar do bando, você já perdeu. Não recomendo mesmo. Já a versão cooperativa melhora um pouco o jogo, mas, para mim, não conseguiu chegar perto do Belratti. Alguns motivos são: me pareceu que Mala & Cuia é uma tentativa de estruturar mais Belratti, colocando para os jogadores anotarem os objetos, só que isso tirou muito da mágica do jogo; apresentar todas as cartas tira muito da surpresa do que está por vir da escolha dos jogadores, deixando o jogo morno; usar os mesmos objetos durante toda a partida (versão coop apenas) faz sentido do ponto de vista de downtime, mas perde variedade na partida e deixa o jogo repetitivo; jogar uma quantidade exata de rodadas para ver quantos pontos fez tira a tensão que é necessária em jogos cooperativos. É isso, eu queria gostar do Mala & Cuia, mas não rolou. Para fechar, existe algo que Mala & Cuia faz muito melhor que Belratti: é mais rápido e as partidas possuem uma duração mais controlada, isso acontece por conta da maior estruturação do jogo e das rodadas fixas. Então, enquanto que em Belratti as minhas partidas demoraram de 11-62 minutos, em Mala & Cuia ficam ali entre 20-23 minutos.


É, meu jovem, foi jogo demais. Simplesmente 26 jogos em um único mês. Tinha tirado um recesso de completar o Desafio 100N, mas pelo visto vai rolar, hein?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Scroll to top

Inscreva-se!

Depois de um longo período adormecido, PinheiroBG está voltando em 2026! Fique ligado nas novidades se inscrevendo.

Parabéns, você está inscrito.

Bem vindo (a) a nossa comunidade, será um prazer ter você mais pertinho.