Pelo visto o blog virou apenas um gerenciador de coleção, né? Mas calma, em breve retomo as postagens de game design, já estou com algumas ideias engatilhadas.
Ticket to Ride: San Francisco (2022) Saiu!

Eu não gosto do Ticket to Ride original, me parece longo e repetitivo demais para a proposta: ser um jogo leve e rápido. Então, eu achei que essas versões menores são as versões definitivas do jogo. Por isso comprei San Francisco. Entretanto, acho que comprei a pior versão. O jogo tem, claramente, um desbalanceamento na rota de tamanho 5. É a única do jogo e vale um montão de pontos, compensando demais você fazer ela. Ela pode ficar ainda mais apelona se você pegar um objetivo que bate direitinho com o uso dela. É especialmente perceptível essa vantagem por conta do mapa não ter nenhuma conexão sequer com 4 espaços. Em suma: me desfiz pelo jogo ter uma estratégia vencedora. Todas as partidas que joguei, quem investiu nessa rota de tamanho 5 vence o jogo. Claro, dá para mitigar isso, mas você vai precisar jogar muito bem e cumprir vários tickets para alcançar o cara que não teve que pensar muito (só juntar um mói de carta igual). Talvez no futuro eu compre uma outra versão, gosto da de New York e London, mas pensei em ver alguma mais recente. Bom, só o futuro dirá.
Mission Complete (2023) Saiu!

Jogos cooperativos com comunicação limitada estão entre os mais favoritos. Por isso, comprei o Mission Complete na Essen de 2024. No papel o jogo é incompreensível, talvez o manual seja horrível, pois o jogo não é complexo. Só é “peculiar” o jeito que ele funciona, mas se eu fosse traduzir em mecânicas seria um jogo de vaza must not follow. Só que como ele não usa esses termos, fica um pouco mais complexo, mesmo para quem tá acostumado com jogos no estilo. Em todo caso, não acho que o jogo brilhou. Joguei apenas duas vezes e foi o suficiente para perceber que tenho outros jogos numa pegada similar, mas melhores. Terminou virando presente para um amigo.
Golaço (2024) Chegou!

Joguei no DOFF de 2024 e curti a experiência, só não comprei na hora, pois o valor do jogo era meio salgado para o que eu esperava pagar. Quando apareceu uma promoção online eu comprei. E joguei. E vi que a primeira partida foi algo fora da curva, talvez causado pelo ambiente e pelas pessoas naquele momento. Golaço é um jogo que não agrada a todo mundo, na realidade, desagrada a maioria… Fiquei bem frustrado em só perceber isso depois de já ter comprado o jogo. Agora, estou tentando vendê-lo. Quem sabe não dou de presente para alguém que aprecie o tema e tenha filhos? Parece ser mais o público-alvo do jogo.
The Architects of Amytis (2024) Saiu!

Tenho comprado muitos jogos para apenas 2 jogadores ultimamente. Por conta disso, o crivo está bem alto. Architects of Amytis não é um jogo ruim, só não é bom o suficiente para ficar aqui na coleção, pois será sempre preterido a tantos outros bons títulos de peso similar (ou até mais leves) que tenho aqui em casa. O que mais me incomodou no jogo foi a necessidade de realizar jogadas subótimas só para marcar o adversário, senão ele faz algo muito forte (juntar três peças numa coluna ou linha) de graça. É uma variação muito grande de poder entre não ganhar nenhum bônus e ganhar uma reca de pontos no final da partida. Termina, então, que você realmente se sente forçado a bloquear, mesmo piorando seu turno bem muito.
Shadow House: The Code (2024) Saiu!

Estou curtindo muito jogos de dedução, por isso comprei essa bomba. Bomba pode ser um exagero, mas como tive dificuldade de vender e vendi por uma mixaria (40 reais), peguei certo ranço no jogo. Shadow House: The Code, é um jogo de dedução com dois modos de jogo. Um que é bacaninha e outro que simplesmente não funciona, pois é basicamente um jogo de memória se você não tiver nada para anotar. Assumi que era sem anotações, já que o jogo não cita seu uso e nem acompanha bloquinhos. No final das contas, até que gostei um pouco do jogo… Mas frente a tantos jogos bons de dedução como Turing Machine ou Em Busca do Planeta X, não fazia sentido manter Shadow House na coleção.
Zapotec (2022) Saiu!

Euro que vivia em promoção pelas lojas aqui no Brasil. Peguei em uma Math Trade e foi embora depois de duas partidas. Novamente, aquela velha conversa: Zapotec não é um jogo ruim, só que tem vários Euros melhores. Achei o jogo um pouco procedural demais e “scriptado”, isto é, o jogador segue um algoritmozinho nas primeiras rodadas, pois não faz muito sentido ele tentar algo fora da caixa. Tem até umas ideias boas: i) a escolha das cartas na rodada e a que sobrou influenciar na pontuação; ii) você coletar recursos de uma linha ou coluna baseado na carta que jogou; iii) ordem de colocação de peças seguir uma iniciativa na carta jogada. Só que aí os turnos demoram demais, possibilitando muito Analysis Paralysis; a interação não é lá muito presente, deixando quase que apenas pela parte das pirâmides.
Babylonia (2019) Chegou!

Amazon sempre aparecendo com uns jogos da minha Wishlist. Vi esse aqui do Reiner Knizia que disseram ser uma mistura dos clássicos Through the Desert e Samurai. Me interessei. Comprei.
GWT: New Zealand (2023) Chegou!

Joguei Great Western Trail primeira edição em 2018 e achei o jogo genial. Como pode um jogo com Rondel e Deck Building ser tão bom? Não gosto de nenhuma das duas mecânicas. Então, o jogo conseguir esse feito para mim foi grande coisa. Fiquei de olho em vários momentos para comprar a segunda edição, que tá com uma capa muito melhor que a da antiga edição, mas o valor é abusivo. Apareceu uma promoção nessa versão, que pareceu ainda mais pesada, e resolvi dar uma chance. Só que veio com mofo. Não pareceu ser tanto mofo, mas eu adoeci nessa brincadeira.
Rebel Princess (2024) Chegou!

Comprei a segunda edição desse jogo de vaza que o objetivo é “perder”. Esquisito, né? Eu comprando jogo de vaza, mas esse é um dos poucos que acho divertido e tem uma atmosfera mais divertida e de brincadeira. Coisa que acho que condiz mais com vaza do que um jogo sério e de contar carta que o pessoal compete ferrenhamente pela vitória.
Fora de Ordem (2023) Chegou!

Se você mora embaixo de uma pedra e ainda não conhece os jogos de Trivia do Rodrigo Rego, trago aqui o melhor deles. Fora de Ordem é basicamente um trivia para gamers. É um jogo de trivia que tem estratégia, decisões interessantes e otimização de pontuação. É importante ter conhecimento? Claro, mas é ainda mais importante saber onde e quando jogar suas cartas. Genial esse jogo, já tinha botado e tirado do carrinho repetidas vezes. Medo de ter acontecido a mesma coisa que o Golaço, afinal, também joguei no DOFF e tive uma excelente primeira partida. Peguei emprestado e confirmei que queria comprar. Comprei.
Alguns jogos saindo, mas a entrada tá na mesma proporção… Assim fica difícil reduzir a coleção. Atualmente, estou com 80 jogos. Mas fiz um leilão na Ludopedia, espero que saiam alguns.
