Tem tempo que não posto, né? Desculpem, queridos leitores. Estou investindo boa parte do tempo nos vídeos e reflexivo sobre o que trarei para cá. Enquanto não decido, vamos para uma atualização da coleção? Muita coisa foi embora e muita coisa chegou.
Temple Code (2024) Saiu!

Só para você ter uma noção do tempo que não trago atualizações, vou dizer apenas para esse jogo: saiu em uma Math Trade do começo de Março. É, até que não faz tanto tempo assim. Apenas 4 meses. Pois bem, e sobre Temple Code? Ele é um joguinho que pega a ideia do Mastermind e escalona para funcionar com múltiplos jogadores. Quem criou foi um dos game designers de Turing Machine, o que faz muito sentido. Eu achei a sacada do jogo interessante, só que o jogo não se sustenta. Não gosto quando jogos de dedução tem muita sorte, mesmo sendo um jogo bem levinho incomoda, pois a vitória vai para quem teve mais cagada e não quem deduziu melhor. Afinal, por ser uma dedução mais leve, não requer grandes saltos lógicos para se chegar nas conclusões. Então, saiu por causa disso.
Key Flow (2018) Saiu!

Já tive o Keyflower e gostava bastante. Entretanto, eu sempre achei o jogo um pouco desbalanceado e, quando jogava com muitas pessoas, também achava demorado. Key Flow veio justamente para ser um Keyflower mais rápido, que usa Drafting em vez da mecânica de aquisição de tiles do jogo original. Só que é justamente aqui que mora o problema: tiraram a melhor mecânica do jogo e trocaram por uma mecânica genérica. Aí ficou aquele sentimento de ser um Sushi Go com excesso de regras. Não achei horrível, mas não bateu o original e para jogar algo com Drafting prefiro um jogo mais leve mesmo.
The Quest for El Dorado (2017) Chegou e Saiu!

É isso mesmo, demorei tanto para fazer essa postagem que esse chegou e foi embora. E olhe que até passou um tempo bom aqui em casa, pude jogá-lo 4 vezes antes de me desfazer. Eu sempre tive muita curiosidade de conhecer o El Dorado… Afinal, é o Deck Building criado pelo Knizia. Eu não costumo curtir essa mecânica, mas quando mistura um tabuleiro já desperta o meu interesse. E uma corrida? Aí me deixou ainda mais curioso. Joguei com todas as configurações de jogadores, justamente pra ter certeza se manteria ou não. Entretanto, o jogo não passou pelo crivo por um pouquinho só. Diverte, tem boas decisões, só que pode ter uns problemas com Runaway Leader. Além do mais, achei as partidas um pouco similares demais. Vale a pena conhecer, pode ser que você adore. Especialmente se gostar da mecânica e de jogos mais naquele peso de jogo Família.
Zapotec (2022) Chegou!

Peguei numa troca, se brincar foi no Temple Code, não vou lembrar. Euro Game que já teve várias promoções aqui no Brasil. Nunca vi resenhas muito calorosas pro jogo, mas pareceu ter boas ideias e um grau de abstração que eu provavelmente teria criado. Me passou uma vibe meio Distrito 6 só que com menos interação. Consegui jogar duas vezes. Então, em breve estará lá na Primeira Mordida.
Crystal Palace (2019) Saiu!

Esse veio diretamente de Essen, numa troca. Infelizmente, tive vários problemas com o jogo. Em especial a quantidade de sorte para um jogo tão pesado. Chega a ser ridículo que até o empréstimo tenha valor variável nos juros. Eu queria gostar, pois achei toda a mecânica com os dados excelente… Mas não deu. Já falei mais dele aqui.
Micro Macro (2020) Saiu!

Discuto esse jogo na disciplina de game design por entrar naquele dilema: é jogo ou não é? Pra mim é uma atividade, mas é uma atividade muito legal. Envolvente e rapidinha. Vendi pelo mero motivo de ter terminado os casos. Recomendo você pelo menos jogar uma vez perdida.
Fugitive (2018) Saiu!

Mais um dos vários que trouxe de Essen que foi embora. Normal, né? Foram 40 jogos? Uma quantidade absurda aí… Claro que já comentei sobre o jogo faz um tempão.
Petal Plotters (2024) Saiu!

Esse bateu um certo arrependimento de ter pegado. Jogo com dependência de idioma bem diferentoso. Não que eu tenha achado horrível, mas paguei a bagatela de 15 euros em um jogo com umas 30 cartas? Fora que só joguei uma vez, nem deu gostinho para testar outras vezes. Falei mais aqui.
Maps of Misterra (2017) Chegou e Saiu!

E foi aqui que começou meu consumismo na Amazon. Comprei só para ver qual era, chegou o jogo todo esculhambado: caixa rasgada, meeple decapitado, insert destruído, tabuleiros amassados. Sim, foi uma zona. E ainda assim… Surpresas sobre a Amazon em outra postagem. Como é? Falar sobre Maps of Misterra? Em breve numa Primeira Mordida.
Clash of Cultures: Monumental Edition (2021) Chegou!

Eu já tive o Clash of Cultures. Sim, aquela edição mais antiga, da caixa em formato de caixão. Sim, aquela edição que tinha elefantes na capa e não tinha no jogo. Eu adorava o jogo, vendi antes de me mudar para Juazeiro do Norte. Motivo? Sabia que iriam lançar essa outra edição. E aguardei, pacientemente. Primeiro até ser lançado aqui e depois aguardei mais um pouquinho até conseguir um preço bom. Não rolava pagar o valor original de R$ 1.200,00! Sim, um absurdo. Em todo caso, consegui por um preço bem justo. Daqui a pouco falo mais sobre ele na Primeira Mordida. Mas já adianto o spoiler: selo de aprovação. Tem nem sentido dizer que não é.
Caveiras de Sedlec (2020) Saiu!

Peguei esse para completar o frete grátis na época que adquiri o boop. Saiu da coleção como presente pro amigo Cesar Cusin, que em breve nos deixará. Não, ele não vai morrer. Pareceu, né? Ainda mais com essa capa. Não, ele só vai voltar para a terrinha dele. Até logo, meu amigo. Quem sabe a gente não fica se vendo no DOFF?
World Wonders (2023) Chegou!

Joguei esse jogo pela primeira vez no Spa e gostei. Vi um certo potencial nele, apesar de uns engasgos na partida. Apareceu uma oportunidade e adquiri o jogo. Joguei mais algumas vezes e gravei vídeozinho falando sobre o jogo. Já já aparece lá na Primeira Mordida.
Knarr (2023) Saiu!

Esse foi mais um que veio de Essen mas eu demorei para testar. Daqui a pouco vai ter vídeo, mas… Como você já tá vendo que saiu, sabe que não gostei. Na realidade, eu fiquei bem pistola com esse jogo. Paguei caro por ser edição em inglês (irrelevante mas era a única que tinha). Quando, finalmente, joguei: decepção. Knarr é basicamente um jogo estilo Splendor e eu nem de longe gosto do Splendor. É um joguinho simplão de fazer combinhos com Set Collection. Terminou que joguei só uma vez e não quis mais ver a cara do jogo, pelo menos saiu por um valor absurdo (ricões da Ludopedia fazendo nossa alegria) no leilão que foi vendido.
Mountain Goats (2010) Saiu!

Conheci esse jogo no Spa de 2024. Gostei razoavelmente do jogo e resolvi adquirir, pois a oportunidade surgiu. Infelizmente, o jogo é muito de sorte. Não tinha percebido a priori, pois dei sorte. Irônico, não? Quando a sorte é nossa: sou foda. Quando a sorte é dos outros: jogo quebrado. Não foi bem assim, mas é engraçado ter essa percepção depois. Lógico que eu sabia que o jogo tinha sorte, mas por qualquer razão eu não achei pesado na primeira vez que joguei. Coisa que percebi após jogar outras três vezes. No final das contas, achei que preferiria ele ao Can’t Stop, mas atualmente não sei. Acho que ambos estão no mesmo nível, com o diferencial que Can’t Stop é de 1980. Então, ele ganha no critério de desempate.
Vaalbara (2022) Saiu!

Não faço ideia do motivo de ter comprado esse jogo. Para piorar, o jogo tem dependência de idioma e comprei ele em alemão. Tive que fazer uma tradução, recortar e colocar junto com sleeves. Só pra… vender. Digo que não sei o motivo, pois Vaalbara é um Libertalia mais levinho. Eu já tive Libertalia e não gostava. Então, vai entender. Vai ver eu estava na expectativa de gostar desse? Bom, preferi ao Libertalia, mas não o suficiente para ficar na coleção por mais do que 3 partidas.
WIN (2024) Saiu!

Falei que iria manter pelo tamanho, mas nem jogos minúsculos sobrevivem ao meu faniquito. Veja bem, eu não me desfaço dos jogos por eles estarem me atrapalhando ou ocupando espaço demais. Eu me desfaço quando percebo que o jogo não será jogado. Então, não achei WIN ruim, só achei chato essas coisas extremamente pequenas. Basicamente, WIN é um jogo de corrida completo mesmo: com apostas, com gerenciamento do seu dinheiro, com habilidades especiais por cavalo, com objetivos secretos e afins. Só que é muito estranho esse tamanho minúsculo das cartas. Pode ser “fofinho” para quem tá de fora, mas para quem vai jogar, é meio chato manipular essas cartinhas. Soa desnecessário. Foram só duas partidas e não senti vontade de jogar mais vezes. Portanto, motivo mais que o suficiente para ir embora.
Cooper Island (2019) Saiu!

Já reclamei do jogo aqui, mas vou reclamar um pouquinho mais. Jogamos três partidas do jogo e o sentimento que tive é: o jogo é muito propenso a você cometer pequenos erros que vão morder sua bunda depois. Difícil demais, mas não de uma maneira inteligente. É só de uma maneira que se você quiser jogar no seu ótimo vai ter Analysis Paralysis infinito, vai sentir uma vontade gigante de voltar jogadas. Talvez eu gostasse mais se o jogo não fosse tanto sobre engatar combos. Não vejo muita graça nisso, você trabalha muito para conseguir e quando consegue não me dá satisfação, só me parece uma confusão completamente deselegante e bagunçada. No final do dia, o jogo tem umas boas ideias mas peca ao tentar se levar a sério demais.
Pitaco (2025) Chegou!

Sim, foi lançado meu mais novo jogo! Pitaco é um Party Game que você tenta adivinhar adjetivos secretos. A grande sacada no jogo é que ele é meio que “invertido” na sua lógica. O que deixa tudo mais engraçado e cutuca pedaços do seu cérebro que você geralmente deixa adormecidas. Farei, sim, uma Primeira Mordida para falar do jogo. Afinal, até meus filhos apanham um pouquinho. Opa, deixa eu apagar isso para não entenderem errado.
Fields of Arle (2022) Chegou!

Único jogo que comprei no Diversão Offline. Sempre tive a curiosidade de jogar esse 1×1 do Uwe Rosenberg. Até o momento foram 2 partidas, vejamos se jogo mais algumas até sair a Primeira Mordida.
Até que foi uma limpeza, né? Ano passado foi a primeira vez que cheguei aos 100 jogos e desde então tenho tentado dar uma reduzida. Acho que deu certo, pois atualmente estou com a modesta quantidade 74 de jogos. Só que… Próxima postagens devo ter umas novidades.

19 de julho de 2025
Tenho a impressão que comento as vezes e me esqueço de acompanhar haha, ótima postagem, com alguns jogos que já me despertaram curiosidade, agora quero mais do que antes testar El Dourado (deckbuilding é meu fraco e com tabuleiro pode chegar a perfeição, como eu coleciono jogos que quero jogar só pela capa, agora quero jogar pelo conteúdo). Vou procurar o Pitaco para enviar uma cópia aos meus sogros, eles têm realizado esporadicamente eventos de jogos lá em Brasília e parece interessante para o público mais frequente (jogos de tabuleiro na escola é algo que pode fazer a diferença na educação no Brasil)
19 de julho de 2025
Grande Hermes! Pode ter acontecido sim hehehe (de tu falar, eu responder e morrer aí). Normal demais.
Acho que vai adorar El Dorado, achei que o jogo tem umas sacadas bem legais e o sistema de compra dele é diferente do usual (possibilitando interação na própria ação de compra em alguns pontos da partida).
Ah que legal. Pitaco ainda não tá disponível (esgotou no Diversão Offline) mas em algum momento teremos cópias nos lojistas.
19 de julho de 2025
Ah meu caro, eu que não dei sorte na região que estou morando, tem só uma luderia com poucos jogos. Ao norte já vi o el dourado em luderia (não que exista tempo hábil mas existe o desejo hehehe). Vou aguardar o retorno do Pitaco 😁
20 de julho de 2025
El Dorado em luderia é chique demais, jogo esgotado hehehehe
Beleza! Valeu.